Os Portugueses Online 2021

Como as pessoas usam a internet, as redes sociais, o telemóvel e o ecommerce em Portugal?

Comportamento online em Portugal em 2021

Há alguns anos que acompanho este estudo para dar informações válidas aos meus alunos e para compreender as mudanças de comportamento dos utilizadores face ao digital no nosso país.

Os desafios da pandemia geraram muitas mudanças no panorama do digital: muitas pessoas conectaram-se pela primeira vez; outras adquiriram competências que não tinham e experimentaram novas ferramentas e recursos. O estudo We Are Social abrange diversos países, incluindo Portugal. Aqui poderás ver em detalhe alguns dados cujas conclusões apresento abaixo e que se referem a Janeiro de 2021:

  • 84,2% da população utiliza a Internet
  • 76,6% da população usa ativamente as redes sociais
  • face a Janeiro de 2020, houve um incremento de 11,4% de utilizadores de Internet
  • o tempo médio diário de utilização da internet é de 7h20min
  • o tempo médio diário de visualização de TV é de 2h56min
  • a percentagem de utilizadores que acedem à internet através do telemóvel é de 94,9%
  • 99% das pessoas usaram um motor de pesquisa no mês anterior ao inquérito
  • 43% das pessoas usam as redes sociais como principal fonte de informação para pesquisarem acerca de determinada marca
No estudo We Are Social há uma secção dedicada apenas a dados acerca da utilização das redes sociais em Portugal
No estudo We Are Social há uma secção dedicada apenas a dados acerca da utilização das redes sociais em Portugal

Algumas das principais conclusões que podemos retirar do estudo no que diz respeito à utilização das redes sociais em Portugal são:

  • 96,9% dos inquiridos acedem às redes sociais através do telemóvel
  • o tempo médio diário de utilização das redes sociais foi de 2h18min
  • 42,5% dos inquiridos utilizam as redes sociais para fins profissionais
  • a percentagem de utilizadores da internet entre os 16 e os 64 anos que usou no mês anterior ao inquérito as seguintes redes sociais: Youtube – 92,1%; Facebook – 88,2%; WhatsApp – 82,5%; Messenger – 79,4%; Instagram – 75,3%
  • Pinterest, LinkedIn e Twitter apresentam percentagens muito menores que as que acima enuncio. Veja-se: Pinterest – 40,5%; LinkedIn – 40,2%; Twitter – 38,4%
Os confinamentos e a necessidade de isolamento social geraram grandes oportunidades às vendas à distância. Como se comportou Portugal face a essas oportunidades?
Os confinamentos e a necessidade de isolamento social geraram grandes oportunidades às vendas à distância. Como se comportou Portugal face a essas oportunidades?

Todos sabemos como o ecommerce se tornou praticamente imprescindível em tantos momentos durante a pandemia (este estudo noticiado pelo Jornal Económico fala-nos de um aumento de 57%); no entanto, também nos confrontámos com marcas que estavam mal preparadas para o boom de compras à distância: sites lentos, informação incorreta de stocks e de entregas, logística que não deu resposta a um aumento da procura. Vamos olhar para as principais conclusões do estudo We Are Social:

  • 35,2% dos inquiridos faz compras online ou paga as suas contas online
  • 33,6% dos inquiridos possui um cartão de crédito
  • a percentagem de utilizadores da internet entre os 16 e os 64 anos que fez uma compra online no mês anterior ao inquérito foi de 69,1%; apenas 36,1% efetuou a compra utilizando o telemóvel
  • a faixa etária mais representativa nas compras online foi a de 25-34 anos, com 75,4% a terem efetuado uma compra online no mês anterior ao inquérito
  • a categoria que arrecadou o maior valor em euros no que diz respeito a compras online foi ‘viagens, mobilidade e alojamento’, seguida de ‘moda e beleza’ e de ‘eletrónica’
  • no entanto, a categoria ‘viagens, mobilidade e alojamento’ foi a que teve um maior decréscimo de compras, enquanto que todas as restantes aumentaram
  • o top 3 das pesquisas Google entre 1 jan – 31 dez 2020 foi: Worten, Ikea e Iphone
  • o n.º total de pessoas que compram pela internet é já de 5,11 milhões e o valor médio gasto por pessoa é de 560€
A descoberta de novas marcas online é cada vez mais comuns. 
Mas quais os canais mais usados?
A descoberta de novas marcas online é cada vez mais comuns.
Mas quais os canais mais usados?

Qualquer negócio, marca ou empresa deve conhecer os comportamentos do seu potencial cliente, nomeadamente que canais utiliza para descobrir novas marcas. Aqui não estamos a falar do potencial cliente de uma marca; estamos a ver dados macro: o comportamento dos Portugueses. E esses dados devem ser o ponto de partida de análise de todos os negócios que operam no nosso país.

  • os motores de pesquisa já são quase tão usados para a descoberta de novas marcas (38,8%) como são os anúncios de Tv (38,9%) e as recomendações de amigos (39,3%); logo a seguir vêem os anúncios nas redes sociais, com 33,8%. As lojas físicas chegam depois, com apenas 31,2%
  • quando questionados acerca do canal principal para pesquisa acerca de marcas, os motores de pesquisa surgem em primeiro lugar com 64,6%; seguem-se as redes sociais com 43%

Porque deves seguir estes dados?

Estarmos atentos aos comportamentos dos utilizadores no meio online permite-nos adaptar a nossa estratégia de comunicação para que a nossa marca esteja presente nos diversos momentos da jornada do nosso consumidor.

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